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2 de janeiro de 2011

A LINGUAGEM MUSICAL - parte II

As férias estão quase a chegar ao fim...
Antes de voltar aos nossos ensaios, vamos melhorar a nossa cultura 
aprendendo mais um pouco sobre a linguagem musical ?


CANTATA :
Lliteralmente significa peça cantada.  Designa uma peça vocal mais ou menos extensa escrita para uma ou váris vozes, com acompanhamento instrumental.
Até ao fim do século XVII, a Itália e a Alemanha detêm o monopólio das cantatas (geralmente de carácter profano para os italianos e sacro para o alemães).  Os principais mestres foram por  um lado, Rossi, Carissimi, Cavalli e Alessandro Scarlati ( a quel se devem mais de 500 cantatas); por outro lado, Buxtehude, Pachelbel e Schütz.
Contudo, ao que os francese chamam motet (Charpentier, Purcell, Händel) é muito difícil distinguir da cantata de igreja.
A história da cantata sagrada é dominada por J.S.Bach.  Dele se conhecem cerca de 200 cantatas de igreja e uma centena de outras perdeu-se.  Durante os seus 27 anos como mestre de capela em Leipzig compôs 5 ciclos para cada Domingo e para cada festa do ano.  Destinavam-se a figurar entre a leitura do Evangelho e o sermão.  Bach não as destinou para a posteridade, e, assim, muitas delas só foram executadas uma vez.  No final do século XVIII estavam totalmente esquecidas, e sabe-se que foi precisa a inteligente dedicação de Mendelssöhn para "desenterrar" as obras do ilustre chantre. Nos nossos dias não se executa senão um pequeno número delas.  Uma centena está gravada, mas algumas das mais belas estão, inexplicavelmente, esquecidas.


CANTO GREGORIANO :
O canto gregoriano não se deve, como muitas vezes se julga, a São Gregório, que teve apenas o mérito de salvaguardar a unidade do canto-tipo.  Impôs o seu uso em todas as dioceses e os missionários especializados facilitaram a sua difusão. Este repertório foi inteiramente revisto no começo do século VIII. Foi Carlos Magno que impôs em todos os seus estados a sua aprendizagem e a sua defesa.  Trata-se de melodias litúrgicas, em latim, da Igreja Católica tais como eram cantadas desde a Alta Idade Média. Os especialistas situam nos séculos VIII e IX a época áurea deste tipo de música (apesar da notação musical ser posterior).

CLAVE
Sinal que se coloca no começo da pauta para precisar o valor e altura da entoação das linhas.  As 3 claves usuais são :
Sol na 2ª linha (registo agudo, Sopranos, Mezzo-Sopranos e Contraltos),
Do na 3ª linha (registo médio - instrumentos de sopro como o clarinete e o oboé, a viola d'arco, etc.)
Fa na 4ªlinha (registo grave, Baixos, Barítonos, e muitas vezes Tenores).
Hoje em dia escreve-se para a voz de Tenor usando uma clave de Sol na 2ª linha baixada 1 oitava. Dá-se o nome de armadura de clave ao conjunto dos acidentes fixos colocados no princípio da pauta, segundo a tonalidade.

COMPASSO :
Forma de dividir e subdividir o tempo musical, opondo a liberdade do ritmo uma ordem periódica. Em música, o compasso determina a duração do tempo, como nas artes geométricas determina a extensão do espaço. Foi a partir do final do século XVI que a barra de compasso foi utilizada para exprimir, na pauta, divisões iguais do tempo musical.  Cada período compreendido entre duas barras é então chamado de compasso, e vale um certo número de unidades determinadas definido no começo do trecho - depois da clave e da sua armadura.  Os compassos mais vulgares são os seguintes :
Compassos binários (de 2 ou 4 unidades de tempo):
Compassos ternários (de 3 unidades);
Compassos mistos (agrupamento no mesmo trecho musical de vários tipos de compassos).

Maestro Rui Vicente Pinto

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