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21 de maio de 2011

A história dum contralto que se tornou tenor.


Era uma vez um contralto…

que entrou num grupo coral e aprendeu a 2ª voz de todas as músicas que o coro cantava.
Sentia-as melodiosas e diferentes, mas sempre um suporte poderoso dos sopranos agudos que, no fundo, invejava de forma saudável.
Passaram anos naquilo. A sua voz, também usada numa profissão exigente (se bem que nesta, por intuição e experiência de anos, sempre mais bem colocada), sentia cada vez maior dificuldade em produzir determinadas notas agudas demais para si, o que se revelava frustrante. A garganta doía-lhe frequentemente e a tosse e constipações eram uma constante que os cigarros agravavam e o canto ia aliviando, ao abrir-lhe os pulmões.
Ao fim de quatro anos, em vésperas de Natal, tanto sarnara a cabeça ao maestro, que este lhe permitiu cantar, com os tenores, a canção da “notícia da meia-noite dos que iam dar os parabéns a Maria”.
Confortavelmente, foi-se instalando nesta voz.
Aprendeu todas as músicas que conhecia, novamente, mas nas terceiras linhas das pautas. Quanto às novas, já de princípio, sem problemas.
Vestiu calças e laço, camisa de smoking e casaquinho preto, semelhante à das vozes masculinas, e começou a fazer espectáculos com outra voz. Os homens do coro deixaram de ser homens e passaram a vozes masculinas: uma questão de gramática.
Sentiu-se um pouco travesti, é verdade. A diferença perturbava-a, intimidava-a mesmo quando entrava num palco. Porém, a confiança foi crescendo e o sentimento de insegurança perdeu-se. Começou até a sentir algum orgulho e vaidade na sua diferença.
O grupo de vozes de que passara a fazer parte mantinha relações fáceis de convívio, quer na aprendizagem das canções e das técnicas, quer nas conversas amigáveis do dia a dia. A disciplina, os comportamentos mais serenos e contidos não causavam discussões como entre as senhoras. Escolher um coordenador de naipe não foi problema nenhum: nomearam o travesti, por preguiça, talvez (de qualquer forma, esta figura, pouco funcional, não revelava grande importância ou trabalho de maior, o que não constituía tarefa exigente, portanto).
Os anos vão passando e o conforto aumenta. Apenas nas canções de notas excessivamente graves para a garganta do travesti, o mal-estar nele se instala. Nada é total e perfeito, afinal…. Mas a atenção e carinho que sente de todos os companheiros (e companheiras), o seu apoio, a competência e rigor do maestro, tudo fazem superar.
Há mesmo, no grupo, um outro contralto que deseja, ardentemente, tornar-se travesti.
Mas o outro chegou primeiro e o maestro não quer seguramente um coro de louras e morenas, no último degrau dos concertos, pelo que vai insistindo para que aquela se mantenha no grupo a que tem pertencido. Por enquanto….
Cá te espero, São!

                                                                                                          Paula Lacerda
                                                                                                             02/11/2010

- Paula -


- o bom entendimento de 2 tenores  -


- sempre no último degrau (ver no cantinho esquerdo) -

14 de maio de 2011

AUDITÓRIO DA FEIRA DO LIVRO



O Coro Vox Maris foi convidado pela Editorial Minerva para o lançamento da 
obra poética OUTRAS IMAGÉTICAS de Maria Helena Dínis Prata Tomás 
que teve lugar no Auditório da Feira do Livro. 

Foi com muito agrado que aceitamos o convite para actuar no evento.

Os nossos parabéns à Poetisa e os nossos agradecimentos ao público
 pelos calorosos aplausos recebidos.

-Poetisa Helena Dinis Prata Tómas-

- a obra - 

- Coordenação da sessão e reflexão sobre a obra e autora pelo "animador de ideias"
 Ângelo Rodrigues-

- Apresentação da obra por von Trina -

Grupo Coral Vox Maris regido pelo Maestro Rui Vicente Pinto -





OUTRAS IMAGÉTICAS - vídeo 2 por migueldhera





Os nossos agradecimentos ao Rui Miguel Dinis Tomás
 pela organização do Momento musical do Grupo Coral Vox Maris
 e convívio a seguir.



13 de maio de 2011

12 de MAIO DE 2011 : DIA MUNDIAL DO ENFERMEIRO

Por ocasião do Dia Mundial do Enfermeiro e em sua homenagem, o Vox Maris, Cantares Populares, cantou no Hospital Santana.
- Solo da enfermeira (reformada) Augusta  -



 - O pessoal do hospital - 

10 de maio de 2011

CONVITE : FEIRA DO LIVRO EM LISBOA

A Editorial Minerva e a autora, têm o prazer de convidar V.Exas. para a sessão de apresentação da obra poética OUTRAS IMAGÉTICAS de Maria Helena Dínis Prata Tomás a realizar no
sábado 14 de Maio de 2011, pelas 18h30 na

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
Auditório principal
Parque Eduardo VII

Coordenação da sessão e breve reflexão sobre a obra e autora pelo "animador de ideias" Ângelo Rodrigues.
Apresentação da obra por von Trina . Selecção de dois poemas da obra ditos por Zélia Filipe..
Momento musical a cargo de Rui Miguel Dinis Tomás e
do Grupo Coral Vox Maris.

8 de maio de 2011

Concerto a convite do Coro Polifónico de Cascais (concerto Mariano).




O primeiro Encontro Mariano realizou-se na Igreja de Santo António do Estoril, sendo anfitrião o Coro Polifónico de Cascais e tendo como convidado o Grupo Coral Vox Maris. Este último, embora tendo-se apresentado com os naipes de contraltos e sopranos bastante reduzidos, conseguiu um bom desempenhou e foi com muito agrado que o público presente assistiu ao concerto tendo até acompanhado uma das músicas, cantando com entusiasmo.









- Peça conjunta : Ave Verum de Mozart -



- Maestro Joaquim Oliveira -

- Entrega de lembranças -


1 de maio de 2011

CONCERTO PARA O DIA DA MÃE





Para festejar este dia, a Associação Vox Maris ofereceu um concerto de  homenagem às Mães no Salão Nobre do Hospital Santana.  Do programa constou ainda a declamação de poemas alusivos ao dia.


Actuaram 3 grupos corais que fazem parte desta associação : 


1)Grupo Coral Vox Maris (Direcção Rui V.Pinto) que cantou 4 músicas :  a primeira em latim (O Sanctissima), a segunda em alemão (Erlaube Mir), a terceira em italiano (Signore Delle Cime)e a quarta em russo (Tebje Pajom)


2) Coro de Câmara Vox Maris (Direcção Rui V.Pinto) , com 9 elementos, que cantou 3 músicas : a primeira em latim (Dixit Maria), a segunda em espanhol (Paz, Señor) e a terceira em russo (Bogoroditse Djevo).
A contralto Maria João interpretou o Ave Maria de Gounod em solo.


3)Vox Maris, Cantares Populares (direcção de Bernardino Santos), com 8 elementos, que cantou 4 músicas portuguesas.

No fim do concerto, muito aplaudido pelas várias dezenas de espectadores presentes, foram oferecidas por elementos do coro flores às mães que assistiam ao concerto.


- O Maestro -


- O Grupo Coral Vox Maris -





- O Coro de Câmara Vox Maris - 

 - As Sopranos -

- As Contraltos  -  


- Os tenores e os baixos -

- Solo -

 - Declamação de poema -

- Vox Maris, Cantares Populares - 





- O público -