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28 de junho de 2011

CONVITE : Apresentação da obra DREIA - antologia 1960-2011 de Orlando Gomes Tomás


CONVITE
A Editorial Minerva e o autor, têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a sessão de apresentação da obra DREIA – antologia 1960-2011 (poesia e conto) de Orlando Gomes Tomás a realizar no dia 5 (3ª feira) de Julho de 2011, pelas 19 horas no
AUDITÓRIO CARLOS PAREDES
Junta de Freguesia de Benfica
Avª Gomes Pereira, 17 – Benfica – Lisboa
Acessos: Autocarros: 16C, 24, 50, 84
Coordenação da sessão e breve reflexão sobre a obra pelo “animador de ideias” Ângelo Rodrigues. Apresentação da obra por von Trina. Selecção de dois poemas da obra ditos por Maria Helena Dinis Prata Tomás. Momento musical a cargo de Rui Miguel Dinis Tomás e do Grupo Coral Vox Maris.


Orlando Gomes Tomás nasceu na aldeia da Dreia – Arganil, em 8 de maio de 1937.
Fez os estudos primários na escola da Benfeita e, posteriormente, os secundários em Lisboa, tendo depois frequentado os primeiros anos da
Faculdade de Medicina de Lisboa.
Casou com Maria Helena Dinis Prata, em 9 de julho de 1961, de quem teve dois filhos.
Fez o serviço militar em Mafra e em Nampula – Moçambique, donde veio para Portugal em 1965.
Esse longo cumprimento do seu dever para com a Pátria, e a família aumentada, levaram-no a deixar os estudos.
Depois de viver algum tempo no Brasil com os familiares, regressou a Lisboa, onde conseguiu colocação numa multinacional, tendo chegado a quadro dessa empresa.
Passou à reforma em 1996.
Tem quatro livros publicados (edição do autor), a saber: E nascemos, 1980; Em Setembro, 1989; O sonho da Tânia,1995; e Dreia (1ª edição), 1998.


19 de junho de 2011

CICLO DE MÚSICA CORAL SOL INVICTUS

Galeria da Junta de Freguesia do Estoril

Agradecemos o convite do Coral Vozes do Estoril bem como o convívio que nos proporcionaram a seguir à actuação dos 3 coros presentes.

As fotos foram gentilmente cedidas pela D. Fernanda Farrajota a quem a administração agradece vivamente.

Ficamos a aguardar mais fotos. Quem tiver pode enviar para o email seguinte : voxmaris.coro@gmail.com








 Rósario, a soprano do Coro de Câmara Vox Maris, 
estreou-se no Grupo Coral Vox Maris


Coral Vozes do Estoril


Orfeão Estrela da Serra - São Romão


Peça de conjunto : "Canticorum" 

10 de junho de 2011

A LINGUAGEM MUSICAL (continuação - Parte III)



Coral - A igreja desejava que a assembleia de fiéis tomasse parte no canto dos hinos. Nos cantos iniciais, os fieis contentavam-se em cantar a melodia principal em uníssono.  Inevitavelmente , esta seria a base do canto gregoriano.  Neste tipo de coral tradicional, tal como ele se perpetuou até Bach, as melodias são colocadas na parte superior de uma polifonia extremamente simples.  Contudo, desde o final do séc. XVI e até ao séc. XVIII, numerosos compositores alemães (entre os quais Hässler, Schütz, Scheidt e J.S.Bach) trataram melodias de coral no estilo de moteto, em contraponto livre - o chamado coral figurado.
É na obra de Bach que o coral encontra o seu maior expoente : o coral é a alma das Paixões e das Cantatas.  Na sua forma mais simples, apresenta-se como uma pura meditação, sublime, onde muitas vezes o público participa; na sua forma figurada, surge como extensas e complexas construções polifónicas, utilizando não apenas a melodia, mas também o texto do coral.
Desde os finais do séc. XVI, compositores, cravistas e organistaas voltarm-se para o coral - W. Byrd, Frescobaldi, S.Scheidt, Praetorius, J.Pachelbel, Buxtehude.  No entanto, o génio de Bach parece ter esgotado o filão.  Pelo menos os seus sucessores renunciaram a perpetuar um género que parecia ter atingido os seus limites.  Entre as excepções figuram César Franck, J. Brahms, Max Reger e G. Rheinberger.

Para ouvir : Bach - Paixão segundo S. Mateus;  coral final da Cantanta 147 (Jesus Bleibet, Meine Freude); C. Franck - 3 chorales; Brahms e Pachelbel - Choralvorspiele.

Diapasão -  Frequência-Padrão de um som de referência que serve para afinação dos instrumentos.  É também o nome de um pequeno instrumento em forma de forquilha destinado a reproduzir o som de referência escolhido (Lá3).
Foi difícil conseguir uma concordância sobre o valor desta frequência-padrão.  No decorrer dos séculos ( e mesmo de país para país !) este valor variou em proporções espantosas.  As principais causas foram :
- A tendência instintiva dos instrumentistas para subir o tom, na procura de uma sonoridade mais brilhante;
- O fabrico de instrumentos de sopro acima do diapasão adoptado - assim o fabricante procura valorizar o timbre dos instrumentos que faz;
- Considerações puramente matemáticas .
De época para época, estas variações tornavam difíceis de cantar certas obras vocais na sua tonalidade original.  Desta forma foram feitas várias tentativas para  normalizar o diapasão.

1640 - Viena - 458 Hz/Seg.
1700 - Paris - 404 Hz/Seg
1751 - Diapasão de Häendel - 423 Hz/Seg
1780 - Diapasão de Mozart - 422 Hz/Seg
1834 - Estugarda - 440 Hz/Seg.
1859 - Paris - 435 Hz/Seg.
1859 - Viena - 456 Hz/Seg.
1879 - Piano Steinway (E.U.A.)- 457 Hz/Seg.
1885 - Conferência de Viena - 435 Hz/Seg.
1899 - Covent Garden - 440 Hz/Seg.
1939 - Diapasão Internacional - 440 Hz/Seg.
1953 - Conferência de Londres - 440 Hz/Seg. (mantém-se até hoje).

Fraseado - Serve para dar relevo aos períodos, frases e motivos do discurso musical.  É feito através da observação e compreensão das indicações do autor e da pontuação natural.  A maleabilidade do sistema de notação musical não é tal que possa assegurar uma rigorosa tradução das intenções do compositor; a inteligencia musical do interprete é o complemento necessário e indispensável do acto criados,  Na musica vocal, o fraseado imposto pela construção literária não oferece muitas dificuldades, se compararmos com a musica puramente instrumental.  Ainda assim os músicos principiantes ou desatentos cometem quase sempre os seguintes erros de interpretação : dão demasiada importância às virgulas do textos literários (como se estas virgulas tivessem algum significado na notação musical !), e apegam-se demasiado às barras de divisão de compasso.
Para frasear bem é preciso, antes de mais, reconhecer a frase - onde se inicia e onde termina.

Para ouvir : Beethoven - 3ª Sinfonia (1º Andamento) - o 1º tema não se limita como muitos julgam aos 4 primeiros compassos, ele prolonga-se até ao 13º compasso.  Quem não reconhece isto corre os sério risco de tornar a exposição do tema em algo vulgar e insípido.



Maestro Rui Vicente Pinto
                                                                                              para continuar...

2 de junho de 2011

A BENEMÉRITA CLAUDINA DE FREITAS GUIMARÃES CHAMIÇO




Sanatório Sant'Anna ( agora Hospital Ortopédico Sant'Ana)

Nos fins do século XIX existiu na Europa um grande movimento de combate contra um dos grandes males que afligia a Humanidade – a tuberculose – pelo que em todos os países civilizados começaram a surgir Sanatórios.

O Dr. Sousa Martins, então médico de reconhecida competência foi um dos iniciadores da luta contra esse mal. Encontrou no casal Biester, ambos mais tarde vítimas de tuberculose, e em sua tia D. Claudina Chamiço o apoio para que se construísse um Sanatório numa região em que o clima, pelas suas características estava indicado para este tipo de doente.

O grande prestígio e notoriedade do marido, deputado, fundador e governador do Banco Nacional Ultramarino remeteu Claudina de Freitas Guimarães Chamiço para segundo plano nos anais da História. Mas a viuvez, chegada em 1888, veio alterar estas regras, revelando-se uma eficiente mulher de negócios, determinada empreendedora ou mesmo corajosa lutadora.



No espaço de poucos anos, a Claudina de Freitas Guimarães Chamiço, que nasceu a 12 de Dezembro de 1821 na Freguesia de São Pedro de Miragaia, zona nobre da cidade do Porto, neta de avós maternos oriundos de Fafe e paternos do Porto, filha duma família de ricos negociantes do Porto, vê partir todos os parentes que a rodeavam. Teve sempre a religião Católica Apostólica Romana como pano de fundo da sua vida.


Não deixou cair por terra o sonho, outrora alimentado pela sobrinha, Amélia Biester, de construir um sanatório junto à costa da Parede. Transformou o projecto imaginado pela sobrinha na missão da sua vida. E assim moldou o sonho em realidade, mesmo quando as contrariedades o pareciam tornar num pesadelo destinado ao fracasso. A sua perseverança foi o segredo do sucesso desta obra, erigida em prol dos mais necessitados. 

Dona de uma imensa fortuna, sendo a prioridade dela dar aos outros, deixou dádivas a quase meia centena de instituições e a outras tantas dezenas de pessoas. Da extensa lista de legados, encontrava-se aquele que considerava o mais precioso bem, o "seu" sanatório, como maternalmente o descrevia. 


O Sanatório de Sant'Anna - hoje Hospital Ortopédico de Sant'Ana - foi  inaugurado no dia 31 de Julho de 1904,  por D. Claudina de Freitas Guimarães Chamiço e foi legado pela mesma que, no seu testamento, redigido em 1911, deixou expresso que resolveu "(...) escolher à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como Instituição que, pela sua respeitabilidade, antiguidade e garantias de duração, mais própria me pareceu para receber este legado”.


A D. Claudina Chamiço desejava que o Sanatório fosse um espaço de saúde mas também um lugar maravilhoso, onde a cura se confundia com um conceito mais lato de bem-estar, um edifício majestoso cuja elegância se descobria em cada pormenor. 


É neste edifício, numa das belíssimas divisões do chamado Jardim de Inverno, com as suas paredes cobertas de painéis de azulejos Arte Nova, que o Coro Vox Maris tem a felicidade de ensaiar.  


Aqui fica expressa a nossa singela homenagem a tão distinta pessoa que tantos méritos teve.



Fontes : 

- Wikipédia
- Livro "Claudina de Freitas Guimarães Chamiço", de Ana Gomes, na Colecção Beneméritos SCML