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2 de junho de 2011

A BENEMÉRITA CLAUDINA DE FREITAS GUIMARÃES CHAMIÇO




Sanatório Sant'Anna ( agora Hospital Ortopédico Sant'Ana)

Nos fins do século XIX existiu na Europa um grande movimento de combate contra um dos grandes males que afligia a Humanidade – a tuberculose – pelo que em todos os países civilizados começaram a surgir Sanatórios.

O Dr. Sousa Martins, então médico de reconhecida competência foi um dos iniciadores da luta contra esse mal. Encontrou no casal Biester, ambos mais tarde vítimas de tuberculose, e em sua tia D. Claudina Chamiço o apoio para que se construísse um Sanatório numa região em que o clima, pelas suas características estava indicado para este tipo de doente.

O grande prestígio e notoriedade do marido, deputado, fundador e governador do Banco Nacional Ultramarino remeteu Claudina de Freitas Guimarães Chamiço para segundo plano nos anais da História. Mas a viuvez, chegada em 1888, veio alterar estas regras, revelando-se uma eficiente mulher de negócios, determinada empreendedora ou mesmo corajosa lutadora.



No espaço de poucos anos, a Claudina de Freitas Guimarães Chamiço, que nasceu a 12 de Dezembro de 1821 na Freguesia de São Pedro de Miragaia, zona nobre da cidade do Porto, neta de avós maternos oriundos de Fafe e paternos do Porto, filha duma família de ricos negociantes do Porto, vê partir todos os parentes que a rodeavam. Teve sempre a religião Católica Apostólica Romana como pano de fundo da sua vida.


Não deixou cair por terra o sonho, outrora alimentado pela sobrinha, Amélia Biester, de construir um sanatório junto à costa da Parede. Transformou o projecto imaginado pela sobrinha na missão da sua vida. E assim moldou o sonho em realidade, mesmo quando as contrariedades o pareciam tornar num pesadelo destinado ao fracasso. A sua perseverança foi o segredo do sucesso desta obra, erigida em prol dos mais necessitados. 

Dona de uma imensa fortuna, sendo a prioridade dela dar aos outros, deixou dádivas a quase meia centena de instituições e a outras tantas dezenas de pessoas. Da extensa lista de legados, encontrava-se aquele que considerava o mais precioso bem, o "seu" sanatório, como maternalmente o descrevia. 


O Sanatório de Sant'Anna - hoje Hospital Ortopédico de Sant'Ana - foi  inaugurado no dia 31 de Julho de 1904,  por D. Claudina de Freitas Guimarães Chamiço e foi legado pela mesma que, no seu testamento, redigido em 1911, deixou expresso que resolveu "(...) escolher à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como Instituição que, pela sua respeitabilidade, antiguidade e garantias de duração, mais própria me pareceu para receber este legado”.


A D. Claudina Chamiço desejava que o Sanatório fosse um espaço de saúde mas também um lugar maravilhoso, onde a cura se confundia com um conceito mais lato de bem-estar, um edifício majestoso cuja elegância se descobria em cada pormenor. 


É neste edifício, numa das belíssimas divisões do chamado Jardim de Inverno, com as suas paredes cobertas de painéis de azulejos Arte Nova, que o Coro Vox Maris tem a felicidade de ensaiar.  


Aqui fica expressa a nossa singela homenagem a tão distinta pessoa que tantos méritos teve.



Fontes : 

- Wikipédia
- Livro "Claudina de Freitas Guimarães Chamiço", de Ana Gomes, na Colecção Beneméritos SCML

1 comentário:

silvia grazina disse...

E com muito gosto que trabalho nesta casa, á 22 anos,é de louvar o esforço de todos em prol dos doentes, dando a eles um alento, conforto, uma palavra amiga, nas horas mais criticas, a quando das operações que se submetem, e é de louvar tambem o trabalho da equipa de fisiatria na recuperação dos doentes, .Nunca nos devemos de esquecer o trabalho das irmas dominicanas , a relação que elas teem com todos, doentes, e suas familias, bem hajam a todos silvia grazina.