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26 de julho de 2011

ANIVERSÁRIO DO HOSPITAL SANTANA

 Na cerimónia religiosa que teve lugar na capela do Hospital Santana para comemoração do seu 107º aniversário, o nosso Grupo Coral animou musicalmente a cerimónia cantando a missa de Gounod e outras músicas sacras,
A seguir ao almoço, cantou 3 músicas "mais populares" para o público do hospital.
Foi a última actuação pública do Grupo Coral antes das férias mas o coro pode continuar a cantar em eventos particulares  (casamentos, baptizados, funerais) que não são, obviamente,  referenciados neste blog.



Bênção da estátua de Sant'Ana 
por D.Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e pelo Dr Rui António Ferreira  da Cunha, 
Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa


Grupo Coral Vox Maris em contraluz
Grupo Coral Vox Maris, junto à Estátua de Sant'Ana
 

O Grupo Coral, junto à estátua de Sant'Ana, pronto para entrar de férias.


A seguir : fotos amavelmente cedidas pelo Sr, Carlos Teixeira
(Centro Estudos do Hospital Santana)


Vox Maris na capela

No  Salão de Inverno



13 de julho de 2011

LINGUAGEM MUSICAL (continuação - parte IV)



Fuga - A Fuga é a mais rica das formas polifónicas de composição baseadas na imitação.  Parte de uma tema principal e de um ou de vários temas secundários que se chamam contratemas pelo facto de serem apresentados em contraponto com o tema.
Diz-se que uma Fuga é dupla ou tripla quando um ou dois contratemas se prestam a um desenvolvimento fugado com o tema, apresentando todos eles importâncias equivalentes.
Até ao final do séc XVII classificou-se de Fuga o Cânone.  A verdadeira Fuga clássica é efectivamente uma ampliação e um aperfeiçoamento de Cânone a quinta, mas distingue-se por duas características principais :

a) A sua estrutura tonal - na "exposição" o Tema e o Contratema surgem alternadamente na mesma tonalidade, apesar do intervalo de quinta que os separa.
Por exemplo se o tema começar por Sol-Dó, a resposta ou contratema começará por Dó-Sol.

b) Enquanto o Cânone é feito de uma única peça, a Fuga é um complexo edifico de temas cujo desenvolvimento é a parte principal.  A estrutura é a seguinte :
   1. Exposição-tema e contratema, alternadamente até que todas as vozes tenham entrado.
   2  Contra-exposição - Contratema seguido de tema uma única vez; episódios modulantes.
   3. Exposição na tonalidade relativa - Tema, seguido de contratema; episódios.
   4. Passagens pelos tons vizinhos, conduzindo finalmente a uma extensa coda.
   5. Estretos - Espécie de Da Capo, em que a exposição inicial é retomada, sem contratema, mas
       precipitando as entradas de tal forma que tema e contratema se aproximam continuamente uma sobre a
      outra. (uma série de Estretos  pode dar origem a uma demonstração inútil de virtuosismo
      contrapontistico).
   6.Conclusão - Geralmente na tónica, ouvem-se pela última vez o tema, aa resposta e contratema.

Para ouvir : Beethoven, fuga Final da Sonata Op.106; Bach, Arte da Fuga.

Lied - Palavra alemã que se traduz por canção.  Até ao séc. XIV o Lied é representado pelas canções dos trovadores e nos cânticos religiosos.  Daí até ao séc. XVII tornou-se polifónico.  Lutero e seus discípulos inspiram-se nesta forma de cariz popular para criar o maravilhoso reportório dos Corais.
Quanto ao Lied romântico, de Schubert a Richard Strauss, toda a gente conhece  o seu extraordinário desenvolvimento, e de entre esta abundância de obras-primas, às de Schubert reserva-se um lugar de eleição.  Na sua maioria os músicos românticos alemães são intelectuais, misturados com o movimento literário contemporâneo.  Schubert é uma excepção e é nisso que reside o segredo do seu génio : ele é absolutamente puro.  Se musicou os poemas de Goethe, Schiller e Heine logo e que lhes chegaram às mãos, o primordial não eram as palavras mas sim o sentimento poético e o ambiente geral.  Ele sublinhava as palavras-chave (amor, morte, dor, alegria, etc.), são estados espontâneos que não se podem exprimir apenas pelas palavras.

Para ouvir : O Lassus, Lider; Mozart, Lieder;  Brahms, Volkslieder; Schubert todos os Lieders.

Madrigal - Desde os finais do séc. XIII que Dante escrevia poemas líricos curtos, onde o amor se mistura com o sentimento de natureza, ao que foram chamadas de Madriali, e destinavam-se a ser cantados.  São uma especialidade da Itália central onde Florença, verdadeira capital das artes é já o foco de um primeiro renascimento musical.  Os principais autores da primeira ars nova florentina foram Giovanni da Cascia, Gheradello e Jacopo da Bologna, e legaram-nos belos exemplares deste madrigal primitivo, geralmente a duas vozes com melodia sentimental, com o tenor largamente declamante.  No séc.XV, idade de ouro da arte polifonica, a musica italiana teve uma inexplicável pobreza.  Agora quem domina são os franco-flamengos (Arcadelt, Willaert). Os italianos só voltam a partir dos séc. XVI Gabrieli, Palestrina, Gesualdo, Monteverdi regressam aos madrigais, geralmente a 5 vozes e num estilo polifónico tradicional.  A inovação é dada através das sucessões cromáticas e das modulações entrevistas.  O madrigal atinge o seu mais elevado grau de perfeição.

Para ouvir : Monteverdi, Todos os Livros de Madrigais (9 no total, que ilustram na perfeição a evolução deste género, desde a sua expansão até ao seu declínio).

Melodia - É uma sucessão lógica de sons diferentes, cujas relações (Intervalos) permitem uma percepção global formando uma melodia, da mesma forma que uma sucessão de durações corresponde a uma percepção rítmica.  Assim, melodia e ritmo são os princípios fundamentais da musica.  na notação musical, a melodia é a componente vertical.  Esta arte não se ensina, e a sua beleza escapa à analise.

Para ouvir : Monteverdi, Lamento de Ariana ; Mozart, A Flauta Mágica (as duas árias de Papageno); Beethoven, 2º andamento do 5º Concerto para Piano e Orquestra; Bellini, A Norma; Schubert, Os Lieder; Verdi, Va Pensiero do Coro dos Escravos de Nabuco.

Maestro Rui Vicente Pinto


                                                                                             para continuar ...

12 de julho de 2011

Concerto no Lançamento dum livro no dia 5 de Julho de 2011

Encontrando-me bem longe de Portugal, com 8 horas de diferença horária, não quis deixar de apresentar algumas fotos do último evento onde o Grupo Coral Vox Maris actuou.
A administradora do blog.


Terça-Feira 5 de Julho de 2011, às 19h : Concerto no Lançamento dum livro no Auditório Carlos Paredes, em Benfica.
A Editorial Minerva apresentou a obra DREIA – antologia 1960-2011 (poesia e conto).




 - o autor Orlando Gomes Tomás -

- Apresentação do filho do autor, o baixo Rui - 

- Apresentação do maestro Rui Vicente Pinto - 




- O tenor estreante, Pedro, e sua madrinha a soprano Mila -

6 de julho de 2011

CASAMENTOS, BAPTIZADOS OU OUTROS EVENTOS ?

A administradora do blog entrou de férias
 mas o Grupo Coral Vox Maris, o Coro de Câmara Vox Maris e o Vox Maris, Cantares Populares continuam a dar concertos durante as férias.
Não hesite em contactar o Maestro Rui Vicente Pinto se desejar  alguns dos grupos para um concerto e sem demora, para podermos programar a nossa agenda particular.
O número de telefone para contacto encontra-se na barra lateral direita,
bem como os nossos preçarios.

3 de julho de 2011

Confraria de Enófilos do Vinho de Carcavelos

O Coro de Câmara cantou na cerimónia de Entronização de novos confrades da “Confraria de Enófilos do Vinho de Carcavelos” que se realizou na capela do Museu Castro de Guimarães em Cascais, pelas 18h.
Apresentamos a seguir algumas fotos tiradas a seguir a cerimónia, durante a degustação do excelente vinho de Carcavelos dotado duma bela cor dourada, dum perfume sublime e dum sabor excepcional.
Devido às férias, o coro de Câmara ficou reduzido a 6 elementos que tentaram dar o seu melhor face às limitações de tempo, de espaço e de condições acústicas.


"O Vinho de Carcavelos, de renome internacional e tradição secular detém qualidades reconhecidas e confirmadas pela Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908, na qual foi definida a região demarcada então formada pelas freguesias de S. Domingos de Rana e Carcavelos, no Concelho de Cascais e pela parte da freguesia de Oeiras.
A Câmara Municipal de Oeiras tem investido consideravelmente na preservação e manutenção da vinha existente, em Oeiras, na antiga Quinta de Cima do Marquês de Pombal, plantando igualmente nova vinha e recuperando o edificado, particularmente o Casal da Manteiga (estrutura do Século XVIII, integrada na referida quinta), bem como na produção do Vinho “ Conde de Oeiras”." Artigo do link da Câmara de Oeiras.


Eduardo com o Grão-Mestre Dr Isaltino_Morais

Manuela e Christine conversando com o Engº Luis Pereira de Sousa

Em frente à capela, de esquerda à direita : 
Manuela, soprano; Christine, contralto; Maestro Rui Pinto, 
tenor; Eduardo, baritono; João, contralto e Rosário, soprano 


Outro convidado


Outra confraria