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30 de janeiro de 2012

LINGUAGEM MUSICAL (continuação - parte V)



Missa - Considerada como uma individualidade musical a Missa compõe-se dos cantos do "Ordinário" (Kyrie, Glória, Credo, Sanctus, Agnus Dei), formando um conjunto mais ou menos homogéneo.  A primeira missa completa que se conhece é polifónica . é a Messe Notre-Dame de Guillaume de Machaut, que tem o aspecto de uma série de Motetos para tenor litúrgico.
A Missa nunca constitui uma forma musical autónoma : parecendo uma série de motetos até Palestrina, ela adopta, a partir do séc.XVIII, a foram de oratório ou de cantata da qual segue a evolução.  certas partas da Missa (nomeadamente o credo) são, por vezes, desenvolvidas ao ponto de se tornarem individualmente cantatas completas.  É o caso da prodigiosa Missa em Si bemol de J.S. Bach cujos Gloria e Credo são cada um compostos de oito partes.  Esta Missa, tal como a Missa em Ré de Beethoven, está melhor adaptada qo concerto individual do que à celebaçãp do culto.

Para ouvir : Machaut - Missa Notre-Dame; Charpentier - Missa da Meia-Noite; Bach - Missa em Si b; Haydn - Nelsonmesse;  Mozart - Missa em dó menor, Requiem; Beethoven - Missa em ré; Verdi - Requiem.

Modulação - chama-se modulação a passagem de um tom para outro no decurso de uma composição musical.  Não comportando quase nenhumas regras limitativas, este procedimento oferece inúmeras possibilidades de desenvolvimento.  Teoricamente, todas as modulações são possíveis, com a condição de serem habilmente preparadas ou  justificadas pelo carácter da composição, para não surpreender de forma desagradável e para que a nova tonalidade seja bem assegurada.  De modo geral, para modular é preciso fazer ouvir uma nota da nova tonalidade que seja estranha à anterior.  Esta nota será a "nota-característica" da nova tonalidade.

Moteto - É no princípio do séc. XIII que aparece o termo "Moteto" para designar a voz descante, quando esta comportava um texto.  Nesta época, da Escola de Nostre-Dame, o moteto classico compões-se de duas, tr~es ou quatro vozes que tomam os seguintes nomes, do grave ao agudo : tenor, duplum (ou motetus), triplum e quadruplum.  O tenor, verdadeiramente instrumental na maior parte dos casos, é um fragmento do texto litúrgico - chamam-lhe Cantus Firmus - sendo imutável e verdadeiramente o edifício.  As outras partes, pelo contrário, são livremente ornamentadas e compostas sobre poemas completamente diferentes, muitas vezes profanos e em linguagem vulgar.  É no séc. XIV que o moteto atinge a sua maior complexidade. Separa-se definitivamente das suas origens, renunciando aos textos múltiplos e transforma-se num dos campos predilectos do estilo de imitação.  Dufay, Okeghem, Josquin Des Prés (mais de cem motetos), Roland de Lassus (mais de quinhentos !), Palestrina, Marenzio, Tallis, Victoria, etc., conduzem este estilo a um raro grau de perfeição nos admiráveis motetos de 1620.  O moteto do Renascimento, peça religiosa ou profana em estilo contrapontístico é, de qualquer forma, um madrigal latino de carácter solene.  Como ele,  torna-se vítima da arte dos arranjadores que o acomodam ao sabor da época, ora bem ora mal, a um instrumento.  No séc. XVII o triunfo da monodia acompanhada (que dá origem à ópera, ao Oratório e à Cantat) põe termo à história do verdadeiro moteto.  Continuar-se-á, no entanto, a classificar assim as composições a uma, duas ou três vozes e baixo contínuo sobre textos latinos (apenas os religiosos). estes motetos que, por vezes, atingem proporções importantes foram, sobretudo em França, a forma principal da música religiosa idêntica nas grandes linhas àquela que os contemporâneos chamaram Anthem em Inglaterra e Kantate na Alemanha.  As excepções são os motetos polifónicos de A. Scarlatti, de J.S.Bach e mais tarde de J.Brahms.  O moteto que segue a evolução da cantata e não se distingue dela toma, no séc. XIX a forma dum enorme fresco religioso onde uma importante massa coral é acompanhada pela orquestra ou pelo órgão (Mendelssöhn, Gounod, Liszt, Saint-Säens, Bruckner...)
Mas existem também motetos a uma ou duas vozes, de forma a que todas as composições religiosas que não são nem missas nem oratórios podem entrar nesta categoria um pouco indefinida.

Para ouvir : T.L. Victoria - Motetos; H. Schütz - Motetos para Duplo Coro, Mozart - Ave Verum, K618; Bach - Motetos nº 1,4,5,6.

Maestro Rui Vicente Pinto
                                                                                              para continuar...

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